O
LIVRO QUE RESGATA A MEMÓRIA DO LEITE
Contar a história do leite em São Paulo desde sua
fundação, foi o maior desafio de João Castanho
Dias em seus trinta anos de jornalismo rural. Após pesquisar
seus próprios arquivos e cerca de 57 mil páginas de
1.100 exemplares de antigas revistas leiteiras e percorrer sebos,
bibliotecas, museus, antiquários, enfim ele conseguiu terminar
o Leite na Paulicéia, lançado em outubro pela Calandra
Editorial.
Resultado
também de entrevistas com veteranos do setor leiteiro, o
livro prende o leitor em todas suas 148 páginas pelo seu
texto coloquial e pelas mais de 250 fotos e documentos, muitos pela
primeira vez publicados. Para o autor, “o trabalho foi grande,
mas valeu a pena, pois tive o privilégio de escrever um livro
que resgata a quase perdida memória da pecuária e
da indústria leiteira do país”.
Patrocinado
pela Tetra Pak, com apoio da Associação Brasileira
dos Produtores de Leite e Associação Brasileira de
Leite Longa Vida, o livro conta a história dos visionários
produtores de leite A de 1940, de cujas vacas saiam um dos melhores
leites do mundo; das garrafas escuras de leite, que existiram no
Brasil na década de 1960 e muitas outras curiosidades.
O
Leite na Paulicéia tem uma profusão de celebridades,
já que elas também fazem parte da história
do leite. Por exemplo, Getulio Vargas, Nelson Rockefeller, Ademar
de Barros, Monteiro Lobato, Pelé, Jô Soares. Surgem
mais celebridades no capítulo Galeria da Fama, que enfoca
banqueiros, esportistas, médicos de renome mundial, que tiveram
a peculiaridade de serem também produtores.
Prefaciado
pelo escritor e economista Almir Meireles (“desfrutem o prazer
de uma inusitada e inesquecível aventura”), o livro
é uma homenagem aos 450 anos de São Paulo e se encerra
com as grandes marcas de produtos lácteos da cidade. Síntese
de uma secular história, ele permite conhecer num lançar
de olhos todo o a construção desse grande patrimônio
do Brasil, a agroindústria leiteira. Um clássico da
literatura do gênero.
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