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Eventos
9º
ENCONTRO DE LIDERANÇAS DA PECUÁRIA LEITEIRA PAULISTA
DEBATE
O futuro do Leite no Brasil.
05 DE OUTUBRO DE 2006
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 2006
- SÃO PAULO/SP
Debate de lideranças reúne especialistas para discussões sobre o futuro do leite no Brasil
Nesta quinta-feira (05/10), terceiro dia da 15ª edição da Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite, Expomilk 2006, foi realizado o 9º Debate de Lideranças, com o tema: "O Futuro do Leite no Brasil".
Entre os participantes, seis especialistas em mercado lácteo apresentaram projeções otimistas e pessimistas sobre o futuro do leite no País, com o jornalista Joelmir Beting responsável pela mediação e análise das projeções de futuro.
Beting deu início à atividade apresentando um panorama do cenário lácteo atual, situação das exportações nacionais e, falou também sobre a importância das transações comerciais com alguns países como a China, que é um mercado em potencial para os produtos alimentícios brasileiros.
De acordo com o jornalista, o leite concorre no mercado interno com produtos duráveis, e, principalmente com as altas taxas de juros aplicadas no mercado nacional. "Como alguém consome leite e iogurte pagando juros de 300% ao ano?", ressaltou o Beting.
"Nos últimos 15 anos, o mercado tem vivido em função do cliente. Com a facilidade de acesso à tecnologia, as pessoas estão mais informadas, mais exigentes e menos fiéis aos produtos. Isso atinge a cadeia do leite de uma forma geral", constatou o jornalista.
Após o sorteio, o primeiro debatedor a apresentar seu posicionamento de projeção para o futuro foi Marcelo Costa Martins, engenheiro agrônomo e assessor técnico da Comissão Nacional do Leite, órgão da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Para Martins, até 2000, juntamente com a Argélia e o México, o Brasil disputava o ranking dos maiores importadores de produtos lácteos do mundo e, a partir de 2001, houve uma alteração substancial do mercado leiteiro em função da melhora na qualidade do leite e da busca por uma balança comercial estável.
Segundo o engenheiro agrônomo, de 2004 em diante é possível afirmar que o Brasil adquiriu auto-suficiência na produção de lácteos e a tendência é progredir. "Se hoje o País é auto-suficiente na produção, o caminho é melhorar, ou por meio da expansão do mercado interno, ou do aumento das exportações", afirma.
Porém, a grande preocupação é como atingir essa expansão de mercado, seja ela interna ou externa. A sugestão de Martins é alterar os hábitos de consumo interno por meio de um programa de marketing para o setor. "O Brasil futuramente terá um excedente de produção. É preciso arranjar mercado para esse excedente", disse.
Na seqüência, foi a vez de Paulo Fernando Machado, professor da Esalq/USP (Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz) e coordenador da Clínica do Leite. Segundo ele, daqui a quatro anos haverá uma mudança drástica no sistema de produção. O número de produtores será menor, mas haverá aumento individual nos índices produtivos de cada propriedade. Além disso, haverá a necessidade de confinar todos os animais para atingir uma produção diferenciada e de boa aceitação. "Muitos empresários estão investindo em cana-de-açúcar, mas futuramente, grande parte deverá ingressar na pecuária leiteira por sua rentabilidade", afirmou.
Para Sebastião Teixeira Gomes, engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal de Viçosa (MG), toda cadeia de produção deve investir em tecnologias para agregar valor ao produto e, assim, conquistar os grandes mercados e se classificar entre os maiores exportadores. Gomes afirmou que é preciso que as autoridades governamentais invistam na ampliação de linhas de crédito especiais aos produtores. As empresas privadas de assistência técnica também ganharam força em sua apresentação "Esses prestadores de serviços serão mais valorizados no futuro pelo fato de contribuírem bastante com a produtividade do pecuarista com retorno financeiro que supera o custo do investimento", explicou.
Marcos Sawaya Jank, diretor presidente do ICONE (Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais) e professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA/USP), acredita que as previsões futuras somente serão favoráveis a partir da criação de um sistema político adequado que vise a queda de barreiras comerciais impostas pelo mercado internacional. "Nós conseguimos produzir com baixo custo e padrão superior, mas o câmbio desfavorável destrói nossa rentabilidade", afirmou durante sua apresentação.
O especialista Cláudio Silveira Brisolara, chefe do departamento de econômico da FAESP (Federação da Agricultura do Estado de São Paulo), espera um resultado otimista a partir de uma avaliação do mercado futuro, considerando um possível crescimento econômico de 5% ao ano e melhor distribuição de renda. A expectativa é de cerca de 30,4 bilhões de litros anuais a partir de 2010. Para o especialista, este quadro se reverteria com o aumento do poder aquisitivo da população, o que acabaria favorecendo a elevação do consumo da matéria-prima e seus derivados. Brisolara também destacou a importância da criação de estratégias de marketing e do fortalecimento do cooperativismo entre os produtores. "Se o mercado seguir essa possível tendência e os produtores seguirem todas as normas de produção, certamente haverá uma evolução considerável do mercado", explica.
Joelmir Betting encerrou o 9º Debate de Lideranças com a seguinte reflexão: "O maior invento do homem foi a agricultura. Tão grande que continua sendo inventada até hoje e continuará eternamente".

8º
ENCONTRO DE LIDERANÇAS DA PECUÁRIA LEITEIRA PAULISTA
DEBATE
Brasil, maior exportador de lácteos
do mundo ?
28 DE JULHO DE 2005
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 2005
- SÃO PAULO/SP

Clique agui
para ver a matéria publicada pela revista Balde Branco na edição de agosto de
2005

Topo


7º
ENCONTRO DE LIDERANÇAS DA PECUÁRIA LEITEIRA PAULISTA
DEBATE
Brasil, celeiro do mundo século
21?
28 DE OUTUBRO DE 2004
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 2004
- SÃO PAULO/SP

Matéria da revista Balde
Branco, novembro 2004
BRASIL SERÁ O CELEIRO
DO MUNDO?
A resposta foi dada por Roberto
Rodrigues, ministro da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento; Leonardo Vilela, deputado federal
e presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária,
Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados,
e pelo jornalista econômico da TV Bandeirantes, Joelmir Beting,
em debate realizado durante a Expomilk 2004, evento realizado no
final do mês passado, em São Paulo
A proposta do concorrido debate,
que teve como título “Brasil – Celeiro do Mundo
no Século XXI”, foi a de discutir questões atuais
e fundamentais para o crescimento do agronegócio no País.
Para isso, um trio de especialistas foi convidado como debatedores:
Paulo do Carmo Martins, chefe geral da Embrapa Gado de Leite; Xico
Graziano, eng. agrônomo e presidente da AgroBrasil, e Marcos
Sawaya Jank, professor da Universidade de São Paulo especialista
em política agrícola internacional. A moderação
ficou a cargo de Monika Bergamaschi, da Abag-Associação
Brasileira de Agribusiness, e o debate contou ainda com a participação
do público – estimado em 550 pessoas – na formulação
de perguntas. O debate teve duração de quase quatro
horas.
Na abertura, Jorge Rubez, presidente da Leite Brasil, destacou que
os números atuais da balança comercial do setor provam
que já ficou para trás a época em que o Brasil
só sabia vender café. “Em 2004, nosso país
deu uma arrancada na sua meta de se tornar um dos maiores vendedores
mundiais de produtos agrícolas”. Nesta seção,
Balde Branco destaca o que de mais importante foi discutido no evento,
indicando que há razões para a aparente euforia do
setor, mas que é preciso estar atento, pois a falta de soluções
para alguns problemas no campo pode por tudo a perder.
Momento atual da agropecuária
Roberto Rodrigues - O agronegócio brasileiro tem vivido uma
experiência notável nos últimos dez anos. Neste
período, a área plantada cresceu 25%, enquanto a produção
agrícola aumentou 125%. Isso mostra que os produtores reagiram
às dificuldades oriundas do Plano Collor e do Plano Real,
que descapitalizaram o setor, e ainda deram resposta a uma abertura
comercial feita de maneira atabalhoada, sem nenhum mecanismo de
defesa à globalização econômica.
Todos sabem que o agronegócio representa um terço
do PIB nacional, que os empregos gerados pelo setor são mais
de um terço do total no País, e que as exportações
do agronegócio são quase a metade do valor total da
balança comercial. A área plantada no Brasil, hoje,
é de 62 milhões de hectares. Alguns dados recentes
indicam que, nos próximos 10/15 anos, teremos incorporado
mais 30 milhões de hectares de área produtiva, obtidos
principalmente de áreas de pastagem, graças ao aumento
de produtividade da pecuária de leite e de corte. Então,
teremos a oportunidade de incorporar 50% de uma área que
levamos 500 anos para tornar agricultável.
Hoje, ocupamos o primeiro lugar na exportação de café,
laranja, açúcar, farelo de soja, carne bovina, carne
de frango, tabaco e etanol, e estamos crescendo rapidamente em algodão,
frutas e leite, entre outros produtos, fora o biodiesel que vem
vindo por aí. O mundo inteiro olha para o Brasil com preocupação
e animosidade, em relação à competitividade
do nosso produtor rural.
Joelmir Beting - Para plantar, temos à nossa disposição
um berço esplêndido. O mundo, e não apenas nós,
descobriu que chegou a vez do trópico quente e úmido.
E nós, brasileiros, temos o maior trópico quente e
úmido do Planeta sob uma só bandeira. Historicamente,
o trópico quente e úmido sempre foi conhecido como
o endereço da praga, da doença, da pobreza. A nossa
cultura de abundância acabou patrocinando ao longo de cinco
séculos a síndrome de desperdício. Continuamos
até hoje desperdiçando terras, água, energia
e, mais recentemente, o sossego e a paz.
Pois bem, o trópico quente e úmido passou a experimentar,
dos anos 60 para cá, a grande revolução da
ciência da computação, que puxa o gatilho das
grandes mudanças da bioquímica e da biotecnologia,
já que não se pode pensar em desenvolvimento do genoma
do boi sem um computador. Com a biotecnologia, estamos organizando
o aproveitamento do espaço, otimizando a produtividade. Então,
no negócio da biotecnologia, bioquímica e informática,
chegou a vez o trópico quente e úmido, com o empreendedorismo
do brasileiro, para quem permaneceu na terra e não fugiu.
Este vai ser o século da bioeconomia no mundo, que não
é para quem quer e nem para quem sabe, mas, sim, para quem
pode. O Brasil pode; agora, quer e acabará sabendo. Se não
sabemos como se faz a coisa certa, já sabemos como não
fazer a coisa errada. Então, com toda essa transformação,
o mundo, que nunca precisou da gente, começa a dar sinais
de que vai precisar do trópico quente e úmido pela
primeira vez na história. Por isso, passamos a ser sondados
para abastecer meio mundo ou o mundo todo. Com isso, o mundo já
está reagindo da seguinte maneira: uma metade com medo da
gente e a outra metade com inveja.
Tal condição está fazendo a cabeça dos
dois lados do Atlântico Norte em relação à
agenda agrícola da OMC, da Alca, do Mercosul e da União
Européia. Eles estão protelando a negociação,
para não dizer sabotando, para por fim aos subsídios
agrícolas, pois já perceberam que não vai dar
para competir com o trópico quente e úmido. Sabem
que essa região vai ditar uma nova estrutura de produção,
produzindo no inverno tanto quanto faz no verão. Tudo isso
sem contar o que poderá representar uma aliança entre
Brasil e China, um país que detém um quinto da humanidade,
hoje. Será juntar a maior panela do mundo com a maior fonte
de alimentos do mundo.
Leonardo Vilela - Dentro da propriedade rural, não tenho
dúvidas de que o produtor brasileiro é o mais competente
do mundo, é o mais eficiente. O problema é que essa
competitividade se perde nas estradas ou pela falta delas. No plano
de dificuldades atuais, temos também o problema do crédito
para comercialização, para custeio das safras. Na
década passada, o País patinou no patamar de 50/60
milhões de toneladas de grãos, porque havia uma combinação
nefasta de juros altos para os produtores plantarem, ao mesmo tempo
em que o setor provava uma renda baixa nas diferentes atividades,
o que gerou um grande endividamento.
Quando a Comissão de Agricultura da Câmara Federal,
em 1999, trabalhou e conseguiu que o governo fizesse a securitização
da dívida dos produtores, a situação mudou.
O bom resultado se nota por uma inadimplência de quase zero
em seis anos de programa. Isso resolveu o problema do endividamento
e, ao mesmo tempo, colocou juros fixos e baixos, compatíveis
com a rentabilidade da agricultura. Uma das conseqüências
foi o Moderfrota, que modernizou a frota agrícola no País,
redundando em aumento da produtividade, aumento de custos. Em cinco
anos, dobramos a produção, saltando para o patamar
de 120 milhões de t de grãos.
O que me preocupa hoje é que estamos enveredando pelo mesmo
caminho que marcou a década de 90. Temos um mix de juros
cada vez mais elevado, por falta de recursos do Tesouro Nacional.
Temos uma redução de renda do produtor, causada pela
queda de cotação das commodities agrícolas
no mercado internacional e no mercado interno. Por outro lado, os
custos de produção vêm aumentando. Isso tudo
faz com que o setor comece a conviver novamente com o fantasma da
dívida. É um sinal amarelo que pode comprometer essa
nossa empolgação de ser o maior produtor e exportador
de alimentos do mundo.
Fatores positivos e negativos
Roberto Rodrigues - O potencial do agronegócio pode deslanchar
ainda mais e ser transformado em realidade, mas temos fatores positivos
e negativos para isso. Os positivos são as terras disponíveis,
a melhor tecnologia tropical do Planeta e um agricultor moderno,
jovem, preparado e bem-informado. É um gerente, muito mais
do que um técnico. Mas temos fatores negativos, como a estrutura
que cerca a produção. Um gargalo que nos perturba
é a logística de estruturas, e que não tem
recebido investimentos nos últimos dez anos. Temos rodovias,
ferrovias, portos e armazéns sucateados, e pouca capacidade
do Estado de investir, ou seja, o avanço depende do que os
orçamentos permitem.
O grande passo nesse sentido vai depender da aprovação,
pelo Congresso, da parceria público-privada, que, com certeza,
trará um arranque definitivo nesse processo. Não tenho
dúvidas de que somos um celeiro do mundo em potencial. A
própria FAO afirmou que em 12 anos o Brasil será o
maior produtor agrícola do mundo. Temos todas as condições
para isso, mas tal potencial não está dado. Ele precisa
ser conquistado e, desse modo, a lição de casa precisa
ser bem feita pelo governo e pelo setor privado. É preciso
que ambos se dêem as mãos.
Leite: avanço recente
Leonardo Vilela - A cadeia produtiva do leite era uma das mais atrasadas
do agronegócio brasileiro. Seu cenário mudou muito
nos últimos cinco anos. Há pouco tempo, chegamos a
importar US$500 milhões/ano em lácteos; este ano,
vamos fechar com superávit, ou seja, o setor leiteiro está
contribuindo com pelo menos U$500 milhões na balança
comercial e, logo mais, estaremos contribuindo mais efetivamente,
com aumento das exportações. As medidas que garantiram
o desenvolvimento de uma cadeia de frio, melhores condições
de higiene na ordenha e no transporte, treinamento de mão-de-obra,
laboratórios de análise de qualidade e uma regulamentação
para a produção, com certeza, vão inserir de
forma definitiva o leite brasileiro no mercado internacional.
Com tal cenário, tivemos um fim das oscilações
de alta e de baixa nos preços. Pior do que os baixos preços
são as oscilações acentuadas nos preços
do leite, o que desorganiza o planejamento do produtor e do setor
como um todo. Se a cadeia do agronegócio leite não
é a mais glamourosa, a mais desejada, não é
a que mais rende divisas para o agronegócio, com certeza,
é a que mais distribui renda, é a que mais gera empregos,
é que mais está distribuída no País,
a que mais contribui para o nosso desenvolvimento social.
Política pública
e privada
Roberto Rodrigues - É preciso aliar ações dos
setores privado e público no agronegócio. O governo
desempenha um papel fundamental nas negociações internacionais,
com as coisas correndo bem na OMC (Organização Mundial
do Comércio), o que sinaliza com a redução
dos subsídios agrícolas nos países desenvolvidos,
mas não garante mercado, em curto e médio prazo.
Em compensação, as negociações com a
União Européia e com a Alca estão interrompidas,
pela pouca ambição dos agentes negociadores. É
preciso avançar nessas negociações. Sobre o
leite especificamente, o governo quer uma mensagem clara do setor
privado quanto às suas intenções exportadoras:
quer seja a proteção ou abertura de mercado.
Leonardo Vilela - O Brasil tem uma vocação inequívoca
para ser o maior produtor e exportador de alimentos do mundo. Na
verdade, para que isso ocorra, é preciso haver ações
adequadas tanto no setor público quanto no setor privado.
Em que pesem as dificuldades, temos avançado muito nesse
aspecto. Temos um grande gargalo que é o da infra-estrutura,
especialmente nas regiões de fronteira agrícola do
oeste brasileiro, onde mais cresce a produção de grãos,
de carne, de leite...
Isso é um grave problema, ainda mais quando temos dificuldades
de ordem financeira para viabilizar projetos e dificuldades outras
de ordem ambiental, que constituem empecilhos importantes para que
essa infra-estrutura de rodovias, ferrovias, armazenagem e portos
possa nos dar maior competitividade. Estamos trabalhando juntos
para que se aprovem as Parcerias Público-Privadas e, então,
se tenha um aporte de recursos para viabilizar uma estrutura adequada
para o nosso agronegócio.
Joelmir Beting - No despertar do gigante, estamos correndo contra
o relógio do apagão logístico. E o Brasil se
descobre no século XXI como o maior canteiro de obras paradas
do mundo. É preciso relançar tudo isso, mas não
se pode contar com o Estado para isso, pois ele faliu. O desejo
é de que o Estado cuide da área social, se possível,
de maneira adequada. Mas a área econômica, ele deveria
deixar por conta do setor privado, no qual o quilômetro tem
1.000 metros, e não 800; a tonelada tem 1.000 quilos e não
800. Ou seja, fazemos melhor e mais barato do que tudo que está
por aí.
A PPP (Política Público-Privada) está sendo
modulada na raça e no grito em Minas, São Paulo e
Mato Grosso, e já está funcionando. As assembléias
estaduais já aprovaram, mas se percebeu que ela não
tem toda a força que se supunha, já que o parceiro
público não tem condição de bancar um
décimo do programa, ou seja, 90% têm que ficar por
conta do setor privado. É como fazer a seguinte proposta:
uma parte entra com a propriedade e o capital, e a outra, apenas,
com a autoridade.
Trata-se de uma condição política que eu respeito,
mas ela não vai representar a panacéia que se atribui.
Afinal, o investidor que vai aplicar numa ferrovia vai querer saber
qual é a garantia jurídica no contrato dentro do marco
regulatório. E a cultura brasileira não garante o
contrato. E num país em que não se garante contrato,
até o passado é imprevisível. As telecomunicações
e energia que o digam, pois estão rompendo contratos juridicamente
perfeitos, em nome de condições de passado, e não
de futuro.
Biotecnologia e marcos regulatórios
Leonardo Vilela - Precisamos definir marcos regulatórios
com urgência, estabelecendo os caminhos da biotecnologia e
da biossegurança. Hoje, temos em vigor uma lei de biossegurança
datada de 1995; temos uma ação na Justiça impedindo
o uso de soja transgênica; temos uma Medida Provisória
em vigor que libera o plantio da soja transgênica e mais dois
projetos de leite sobre a questão. Então, como se
vê, não dá pra investir em biotecnologia num
emaranhado jurídico como esse.
Nenhuma empresa sente segurança com tanta confusão
jurídica. Enquanto isso, o Brasil vai perdendo pontos importantes.
Países como a Malásia, China, Índia investem
bilhões de dólares em biotecnologia, e nós
ficamos aqui parados. Dispomos de cientistas do mais alto valor
e da possibilidade de patentear genes, mas estamos preferindo perder
o bonde da história da biotecnologia. Espero que até
o final do ano possamos aprovar as leis que regulamentam essa questão
envolvendo a produção de transgênicos.
Joelmir Beting - Há uma relação paranóica
sobre os transgênicos, um dos grandes avanços da humanidade,
inclusive do ponto de vista de saúde ambiental, animal e
humana. No Brasil, estamos discutindo o transgênico de direita
versus o transgênico de esquerda. Uma disputa que sabota a
tomada de decisões e um processo que já foi desencadeado
no mundo inteiro. Trata-se de um fato que, até do ponto de
vista ambiental, é positivo, pois está se reduzindo
o agrotóxico da mesa. Nesta linha, a Embrapa está
com trabalhos prontos sobre milho, banana, batata, feijão,
algodão, mamão, e com ganhos fantásticos de
produtividade, qualidade, com segurança alimentar.
Leite: questão de qualidade
Roberto Rodrigues - Acho que estamos no caminho de termos um único
tipo de leite: o leite de qualidade. Mas não podemos desconhecer
que travamos uma briga ainda muito preocupante, que é a da
produção, oferta e consumo de leite informal, que
representa algo em torno de 40% do leite produzido no País.
Ao mesmo tempo, precisamos definir com clareza as várias
bebidas que assumem a referência de leite, sem ser leite.
Está na hora de buscarmos ações e definições
que possam reduzir as possibilidades de fraude, que, de uma forma
ou de outra, comprometem a produção e consumo do leite
de qualidade.
Leonardo Vilela - A questão da qualidade do leite parece
ganhar contornos de solução, a partir das normas que
devem regulamentar produção, transporte e processamento
do leite, a serem postas em prática em julho do ano que vem.
É evidente que não se pode pensar em um padrão
de qualidade do Oiapoque ao Chuí. Como estratégia
para se ter garantias quanto à qualidade do leite, o melhor
a fazer é seguir o controle adotado para a febre aftosa,
ou seja, ter ações regionais e, gradativamente, fazer
ajustes para se estabelecer um padrão o mais homogêneo
possível.
Aftosa e defesa sanitária
Roberto Rodrigues - No cenário da defesa sanitária,
a aftosa é um problema dramático. Ou a pecuária
brasileira acaba com a febre aftosa ou a febre aftosa acaba com
a pecuária brasileira. Os prejuízos são impensados,
como ocorreu agora, com a confirmação de um foco de
aftosa no centro da Amazônia, que fez com que a Rússia
suspendesse a importação de frango de Santa Catarina.
Tecnicamente, a decisão é incoerente, mas o argumento
pode ser exercido por aqueles que querem neutralizar o crescimento
do agronegócio brasileiro.
Pero Vaz de Caminha
Joelmir Beting - A história da agricultura no Brasil começa
com uma releitura da avaliação de Pero Vaz de Caminha.
Ele disse: “No Brasil, em se plantando, tudo dá”.
Com o tempo, aprendemos que a melhor compreensão se faria
do entendimento de que “No Brasil, em se plantando, e daí?”.
É quando surgem as dificuldades para quem produz e começa
a história da agricultura brasileira.
Roberto Rodrigues - Pero Vaz de Caminha, lamentavelmente, disse,
há mais de 500 anos, uma das maiores mentiras da história
brasileira, ao anunciar que nesta terra tudo dá. Ele não
sabia o que era o cerrado, o quanto se precisava de calcário
para produzir alguma coisa, o que era preciso fazer para conservar
o solo, e que dá um trabalho danado competir com o solo pobre
que o Brasil tem. O solo do Sul da Bahia, sim, é fantástico,
mas o Brasil de uma maneira geral tem um solo muito pobre. Então,
essa mentira do Pero Vaz de Caminha criou um conceito de que a agricultura
é uma coisa banal e fácil. E derrubar este conceito
demorou alguns séculos.
Leite: exclusão e marketing
Leonardo Vilela - Em relação à prevista exclusão
social que envolve a profissionalização da pecuária
leiteira, posso dizer que podemos atenuar tal efeito, capacitando
e treinando produtores, organizando cooperativas, enfim, buscando
soluções que não permitam uma exclusão
tão acentuada, como aconteceu em vários países
que se especializaram na atividade. Nesse sentido, podem contribuir
também ações visando a um maior consumo de
leite. A legislação brasileira não permite
desconto compulsório do valor pago pelo leite ao produtor,
como o que os norte-americanos fazem para sustentar suas campanhas
de marketing voltadas para a divulgação do produto.
Joelmir Beting - O efeito-renda no consumo de leite é relativo,
não pelo poder aquisitivo, mas pelo efeito substituição,
gerado pelo mercado, com a ajuda do marketing. Com isso, se nota
uma transformação cultural na dieta da humanidade,
que vem preferindo o suco natural em garrafas ou caixinhas ao leite,
e até mesmo o refrigerante. Esta mudança, que está
chegando à nossa mesa, coloca o seguinte desafio para o Brasil:
o leite não está sendo vendido, continua sendo comprado.
Está faltando brigar pelo mercado pelo leite, pelo lácteo,
pelo modismo de bebê-lo, como se faz hoje com o café,
que passou a ter sua qualidade discutida como se fosse vinho, com
charme, o que significa valorizar até mesmo o grão
que você vê antes de tomar uma xícara. Por tais
razões, acho que está na hora de fazer uma nova empreitada
institucional para elevar o consumo do leite. Até porque
surge um concorrente novo no mercado, que é a soja, a mesma
que alimenta a vaca e que agora está virando “leite”,
com sabor de laranja, maracujá, baunilha. Para o leite, o
desafio é muito mais mercadológico, e pouco ou nada
tem a ver com renda.
Parceria Brasil e China
Joelmir Beting - A China pode qualificar recursos humanos no modelo
japonês; pode investir na compra de telecomunicação;
pode investir ‘pesado’ na infra-estrutura econômica;
pode ajustar sua logística integrada; pode comprar ou importar
energia, bens duráveis, bens de capital, mas ela não
pode ir além de seu limite natural, que é produzir
ou importar terra, produzir ou importar água.
A água que lá está é para a China de
hoje, e não para a China de amanhã. E aí aconteceu
um fato fantástico: o Rio Amarelo, pela primeira vez, não
conseguiu chegar ao mar. Isso porque ele está sendo devorado
na caminhada pela irrigação, como nunca antes ocorreu;
pela industrialização, como nunca antes; pela urbanização,
como nunca antes, e pela modernização, que interfere
no consumo per capita da água.
O resultado deste processo é que seus governantes descobriram
que a segurança alimentar da China não está
mais com ela, mas, sim, fora dela. Isso porque a prioridade chinesa
a partir de agora vai ser a cidade, e não o campo. E na cidade,
a família, e depois a empresa. Este é o cenário
da China para 2030, pois já se percebeu que o país
está atingindo o seu limite físico e não tem
como importar ou fabricar água.
Como conseqüência, surge a idéia da aliança
dos chineses com o Brasil. Trata-se de um processo natural de um
sistema desencadeado lá e que começa a chegar aqui
também. Então, o Brasil precisa definir contornos
políticos para tal situação. O que os chineses
querem do Brasil? Não é só um produto. Eles
vêm para cá, na primeira onda, para fazer compras diretas;
na segunda onda, para comprar terras, fazendo parceria na infra-estrutura,
sobretudo, de transporte e, depois, vão trazer os próprios
chineses para cá.
Eles têm uma visão estratégica de 50 anos, e
nós ainda nem começamos a pensar nisso. Temos apenas
algumas reflexões sobre a questão, pois percebemos
que a coisa está se aproximando. Mas tenho certeza de que
o salão oval da Casa Branca já percebeu isso, e os
norte-americanos têm a capacidade estratégica de interferir
nesse negócio, ou mais, até de participar dele. É
por essas razões que, pela primeira vez, o Atlântico
Norte dá sinais de que está querendo investir pesado
na cadeia do agronegócio brasileiro.
Roberto Rodrigues - Nos próximos 20 anos, 350 milhões
de chineses deixarão o campo em direção às
cidades, ou seja, será um êxodo rural que representa
o dobro da população brasileira. Isso tem a ver com
a oferta de água e gera duas questões simultâneas.
De um lado, o crescimento da demanda por alimentos, já que
a população urbana tem poder aquisitivo muito maior
do que a rural, naquele país. De outro lado, vai aumentar
o consumo de água no meio urbano, reduzindo a oferta no campo,
o que, por sua vez, comprometerá a produção
agrícola. Isso define claramente o potencial desta chamada
parceria sino-brasileira, pois o Brasil tem uma condição
de suprimento de alimentos que poucos outros países do mundo
possuem.
Então, foi proposto à China, num acordo bi-lateral,
quais os produtos a serem demandados, ano a ano, para que o Brasil
possa avaliar quanto da demanda crescente pode ser suprida pelo
País. A proposta foi feita com a intenção de
que os chineses invistam em logística e infra-estrutura no
Brasil, que pagará a conta com exportação de
produtos agrícolas. Com isso, criamos um mercado, resolvemos
o problema de infra-estrutura e definimos uma condição
de desenvolvimento sustentável muito mais forte para a agricultura.
Leite:
programas e cooperativas
Leonardo Vilela - Como produtor e como médico pediatra que
sou, posso dizer que o leite é o alimento mais completo que
existe. Somos mamíferos, e nos primeiros meses de nossas
vidas o leite é o nosso único alimento. Com isso,
se percebe o valor nutricional desse produto. Portanto, sou um ardoroso
defensor da utilização do leite, não só
na merenda escolar, mas em todos os programas sociais.
Nesse sentido, sou absolutamente favorável à utilização
de leite fluido nos programas sociais, principalmente, pelo fato
de que o leite em pó tem um passado condenável, ao
ser associado a fraudes, a sonegações, à corrupção...
Considero que a melhor forma de utilização é
a fluida, preferencialmente, o leite produzido pelos produtores
da região onde será consumido, visando diminuir custos
de distribuição.
Roberto Rodrigues - Considero que o leite é um produto que
precisa ter escala, padrão tecnológico e agregação
de valor, o que não possível se obter com pequenas
cooperativas ou grupos de pequenos produtores. Veja o caso da Dinamarca,
que em 1940 tinha 1.400 cooperativas de leite e, hoje, tem uma só.
Quando as cooperativas se organizam, se juntam, elas se fortalecem.
Há anos, todos concordam que é precioso fazer fusão
no Brasil, mas a idéia não avança, não
sai do lugar, pois emperra na questão de quem vai dirigir
o negócio. Apesar de o Brasil ser muito diferente da Dinamarca,
acredito que a saída deve ser a mesma, com os produtores
se organizando e pressionando os dirigentes. E isso vale para cooperativas
de qualquer atividade.
Topo


I
SEMINÁRIO
BRASILEIRO SOBRE VALORIZAÇÃO DOS SÓLIDOS NO
LEITE
11 DE MAIO DE 2004 – SEDE DA FAESP - SÃO PAULO/SP
Apoio:
FAESP - SENAR/SP

O
seminário foi precedido de um programa de divulgação
através de e-mail fazendo link com página na Internet,
distribuição de folder e convites personalizados a
lideranças e executivos de cooperativas e laticínios,
divulgação nas revistas Balde Branco e Produtor DPA.
Foi divulgado no portal MilkPoint em seis inserções
nas newsletters diárias: dias 20/04, 22/04, 27/04, 29/04,
06/05 e 11/05, duas inserções nas newsletters semanais
dias 23/04 e 07/05, notícia principal no Giro Lácteo
nos dias 23, 24 e 25 de abril acompanhada do logo ao lado dela e
link ativo dentro da entrevista com professor Flávio Portela
Santos, colocada no ar dia 27/04.
O projeto inicial previa a presença de 80 participantes com
o seminário sendo realizado no auditório da Leite
Brasil, mas devido ao crescente número de inscrições
foi transferido para o auditório da FAESP no qual compareceram
100 pessoas.
Os reflexos do projeto estão acontecendo muito rapidamente.
O termo “pagamento por sólidos no leite” já
começou a fazer parte das conversações no setor,
de papers e textos em geral. No Congresso Nacional de Políticas
de Longo Prazo para a Cadeia Láctea, que será realizado
dias 7 a 9 de julho em Belo Horizonte, com o apoio da CNA, FAEMG,
SEBRAE, OCEMG, SILEMG, FIEMG e EMBRAPA Gado de Leite um dos painéis
é de Políticas de Preços que contempla a discussão
sobre sólidos.
A Leite Brasil tem procurado disseminar o assunto nas reuniões
que organiza ou coordena. O tema já fez parte de discussão
do Grupo Temático de Políticas de Longo Prazo para
o Setor Lácteo da Câmara de Leite e Derivados do Ministério
da Agricultura, que é coordenado pela associação.
Palestrantes:
Flávio Portela Santos
Engenheiro
Agrônomo, graduado pela ESALQ, Universidade de São
Paulo, é professor, esquisador do Departamento de Zootecnia
da ESALQ em Piracicaba. Área de ensino e pesquisa: Manejo
e Nutrição de Bovinos. Doutorado em Animal Science
pela University of Arizona, U.A., Tucson, Estados Unidos e Mestrado
em Nutrição Animal e Pastagens pela Universidade de
São Paulo, USP.
Karl Gradon
Nascido
na Nova Zelândia, bacharel em Ciências, com especializações
em bioquímica, genética e biologia molecular em Massey
University, NZ. Trabalhando atualmente na Fonterra Brazil no cargo
de gerente de desenvolvimento de mercado (market development manager).
Já atuou na NZ Dairy Board como técnico executivo
regional para as Américas (leites em pó e cremes)
e na NZ Dairy Research Institute, como técnico executivo
no Instituto de Pesquisas em Ciências Microbiológicas
e Nutritionais.
Russell Knutson
Pesquisador, desempenha atualmente a gerência internacional
do Livestock Improvement Corporation (LIC). Consagrou-se mestre
em reprodução animal e negócios pela Massey
University. Com 15 anos de experiência no setor industrial,
desempenhou funções de gerente de divisão de
reprodução animal, consultor em genética, executivo
de marketing e gerente de negócios internacional. Teve como
pontos altos na carreira o estabelecimento do primeiro programa
de melhoramento genético do hemisfério sul e o reconhecimento
mundial como especialista em proteína de touros Jersey e
um dos cinco maiores estudiosos da raça holandesa.
PROGRAMA
14:00 horas
Abertura
14:10
às 15:00 horas
A Influência da Nutrição e do Manejo de Rebanhos
Leiteiros no Teor de Sólidos do Leite Fresco - Flávio
Portela Santos, Professor e Pesquisador do Departamento de Zootecnia
da USP/ESALQ, Piracicaba.
15:00
às 15:50 horas
A Influência da Estratégia de Melhoramento Genético
do Rebanho no Teor de Sólidos do Leite Fresco - Russell Knutson,
Pesquisador da Livestock Improvement Corporation.
15:50
às 16:00 horas
Café com Leite
16:00
às 16:50 horas
A Experiência de Pagamento de Leite por Sólidos Totais
na Nova Zelândia - Karl Gradon, Market Development Manager
- Fonterra Brasil
16:50
às 18:00 horas
Perguntas aos Palestrantes
18:00
horas
Encerramento
Clique abaixo para fazer download das palestras:
Flávio
Portela Santos
Karl Gradon
Russell Knutson
Topo


5º
ENCONTRO DE LIDERANÇAS DA PECUÁRIA LEITEIRA PAULISTA
DEBATE
Como ganhar dinheiro no leite ?
30 DE OUTUBRO DE 2003
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 2003
- SÃO PAULO/SP
Apoio:
FAESP - SENAR/SP

O
encontro de lideranças foi considerado um dos pontos altos
da Expomilk 2003. O sucesso do encontro pode ser medido pelo enorme
público presente (cerca de 600 participantes) e pelo resultado
de uma pesquisa de opinião feita logo após o evento.
A grande maioria dos entrevistados (96%) classificou o debate entre
ótimo e bom e a maioria achou que deveria ser repetido.
O encontro foi idealizado na forma de debate e teve sua atenção
despertada pelo seu formato inédito no setor leiteiro: uma
arena no centro da qual estavam três entrevistados. Ao redor
deles 9 debatedores e o público que também fez perguntas
aos entrevistados.
Foram três horas de debate, conforme programado. Todos os
debatedores fizeram perguntas aos três entrevistados, totalizando
27 perguntas. O total de inscritos entre os participantes foi de
36 pessoas, das quais 26 fizeram perguntas.
R
E G R A S
O evento teve duas partes: uma de perguntas feitas pelos debatedores
e outra pelo público presente. No início os entrevistados
terão 5 minutos para expor suas idéias. Em seguida
os debatedores farão suas perguntas em no máximo 1
minuto. Os entrevistados terão no máximo 3 minutos
para as respostas. Na segunda fase os participantes poderão
fazer uma pergunta direta ao entrevistado, desde que se inscreva
por escrito, em formulário próprio. As respostas terão
o mesmo tempo definido na primeira parte do evento.
M
O D E R A D O R
Marcelo Pereira de Carvalho
Engenheiro agrônomo, formado pela ESALQ/USP, com mestrado
em Ciência Animal e Pastagens. É sócio-diretor
da AgriPoint, que opera os sites MilkPoint e BeefPoint e escreve
o Comentário Semanal do site. Foi consultor junto à
empresa Diagnose Gerenciamento de Empresas Agropecuárias,
em Piracicaba (SP). Realizou diversas viagens técnicas ao
exterior e possui mais de 30 artigos escritos em publicações
do setor. Sócio-proprietário e gerente geral da NutriCell,
que atua na comercialização de subprodutos para alimentação
animal, com clientes em mais de 15 estados. A NutriCell é
a pioneira na abertura do mercado de polpa cítrica peletizada
no Brasil.
E
N T R E V I S T A D O S
Roberto Hugo Jank Junior
Engenheiro agrônomo, diretor presidente da Agrindus, empresa
familiar exclusivamente agropecuária com 58 anos de existência,
produzindo leite desde 1945. Atualmente a produção
de leite é de 36 mil litros diários e a produção
anual de 30 mil litros/hectare utilizado. É vice-presidente
da Associação Leite Brasil e diretor executivo da
Láctea Brasil. Foi um dos idealizadores e fundadores da Láctea
Brasil e o primeiro presidente por dois mandatos e representa a
entidade na Câmara Setorial de Leite e Derivados da SAA/SP.
É presidente, e um dos fundadores da Aprolesc, que fomenta
e controla a raça holandesa em São Carlos e Região.
Milita em política classista desde 1986.
Valter Bertini Galan
Engenheiro agrônomo, chefe de Business Intelligence e Serviços
ao Produtor da área de Milk Sourcing da DPAM Brasil. Formado
pela ESALQ/USP, é mestre em administração pela
FEA/USP. Foi pesquisador do PENSA/FEA/USP, do CEPEA/ESALQ/USP e
coordenador técnico do Boletim do Leite. Realizou diversas
pesquisas relativas ao Sistema Agroindustrial do Leite e defendeu
dissertação de mestrado sobre o tema. Foi co-autor
de dois livros: Agribusiness do Leite no Brasil (resultado de pesquisa
realizada pelo PENSA para o IPEA) e Sistema Agroindustrial do Leite
no Brasil (resultado de pesquisa do CEPEA e Embrapa). Foi coordenador
de comunicação do Serviço Nestlé ao
Produtor.
Sebastião Teixeira Gomes
Engenheiro agrônomo, professor titular da Universidade Federal
de Viçosa onde se formou em 1968. M.S. em Extensão
Rural, em 1986 recebeu o título de Doutor em Economia pela
Universidade de São Paulo (USP). É coordenador técnico
do Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira na região
de Viçosa. Tem mais de duas centenas de artigos publicados
e sete livros. É autor dos livros Economia da Produção
do Leite (2000) e O Agronegócio do Leite (2003). É
consultor da Itambé, SEBRE/MG. FAEMG e SEBRAE/ES. Já
proferiu 355 palestras sobre economia da cadeia produtiva do leite.
Filho de produtor de leite, o pai, com 89 anos de idade, dedica-se
até hoje a atividade leiteira.
D
E B A T E D O R E S
Gitânio Fortes
Jornalista, repórter e editor das seções de
Genética e Mundo do Leite, revista DBO Rural. Foi repórter
e editor do Agrofolha, redator de Economia e da primeira página
do jornal Folha de São Paulo. Foi jornalista da revista Guia
Rural, da Editora Abril e participou da primeira equipe do AgroCast,
da Agência Estado, do Grupo O Estado de São Paulo.
Recebeu o Prêmio CNA de Jornalismo em 2001. Autor do livro
"Raízes da Pecuária - os Caminhos do Boi do Brasil"
(2003) e de biografias: “O Dono do Olho – A História
de José da Silva, o Dico”, “Zebu na Alma –
Tributo a Mário Cruvinel Borges” e “Todas as
Letras do Nelore – A Caminhada de Benedito Ferreira, o Bê”
.
José
Carlos Cafundó de Morais
Jornalista, editor do Suplemento Agrícola do Jornal O Estado
de São Paulo e coordenador geral de suplementos. Formou-se
pela Fundação Casper Líbero. A partir dos anos
80 especializou-se na cobertura de produção agropecuária
e de agronegócios integrando, por 6 anos, a equipe do Jornal
O Estado de São Paulo. Viajou pelo Brasil e pelo mundo, visitando
dezenas de fazendas, cooperativas, instituições de
ensino e pesquisa, fábricas de insumos, agentes governamentais
e não-governamentais. Visitou fazendas leiteiras no Canadá,
EUA, Alemanha e Argentina. A convite do governo do Canadá,
escreveu monografia para a Universidade de Vancouver (1980), sobre
o cooperativismo e o comércio de commodities. Produziu centenas
de reportagens, artigos e editoriais.
José Hamilton Ribeiro
Jornalista, repórter do Globo Rural, da Rede Globo. Aos 20
anos quando trabalhava no jornal Folha de São Paulo, percorreu
um roteiro que ia da Europa à Ásia. Seis anos depois
encarou um projeto mais ousado e participou da equipe fundadora
da revista Quatro Rodas. Depois participou do grupo que montou a
redação do Jornal da Tarde e com outros colegas, criou
a revista Realidade. Em 1974, fundou em São José do
Rio Preto o jornal Dia e Noite. Iníciou na televisão
no programa Globo Repórter e depois como repórter
do Fantástico. Recebeu seis Prêmios Esso e um Prêmio
de Destaque do Ano da revista Imprensa.
Irineu Andrade Monteiro
Produtor de leite, presidente do Sindicato Rural de Patrocínio
Paulista e diretor da FAESP. Participou do conselho da Coonai e
do comitê educativo sendo um de seus criadores. Exerce atividades
como membro da Mesa Diretora do Setor de Pecuária de Leite
da FAESP e da Comissão Nacional da Pecuária de Leite
da CNA Brasil. Representa a FAESP no PRONAF e no conselho de consumidor
da CESP. Participa do comitê de bacias hidrográficas
de Sapucaí Grande e Mirim - Franca e é conselheiro
da Associação Leite Brasil.
Antônio José Xavier
Técnico em laticínios pelo Instituto de Zootecnia
e Indústrias Pecuárias da Faculdade de Medicina Veterinária
e Zootecnia da Universidade de São Paulo. Atuou por mais
de 27 anos em indústria de laticínios líder
de mercado, sendo 12 anos como principal executivo na área
de qualidade. Há 9 anosé sócio sênior
da AEX Consultoria, empresa de consultoria em gestão da qualidade,
tecnologia em laticínios e estudos de mercado no setor de
lácteos. Tem entre seus clientes quase duas dezenas de empresas
ou instituições ligadas ao setor lácteo. Foi
um dos coordenadores do grupo de trabalho que elaborou a proposta
da iniciativa privada para o Programa de Modernização
do Setor Produtivo de Leite e Derivados e Aumento de sua Competitividade
- PNMQL.
Almir José Meireles
Economista, diretor-presidente da Associação Brasileira
de Leite Longa Vida desde a criação da entidade, em
1994. Esteve ligado por quase duas décadas à Cooperativa
Central de Laticínios do Estado de São Paulo. Foi
Diretor de Planejamento Estratégico e Diretor Administrativo
do Grupo Mansur (Vigor, Leco e Flor da Nata). É autor dos
livros "Leite Paulista - História da Formação
de Um Sistema Cooperativista no Brasil", " A Desrazão
Laticinista - A Indústria de Laticínios no último
quartel do Século XX" e “Planejamento, Qualidade
e Globalização na Indústria de Laticínios”.
É também sócio-diretor da empresa BrainStock
Consultoria Empresarial S/C Ltda. Proferiu palestras em vários
países incluindo USA, Cuba, México e Índia.
André Jacintho Mesquita
Economista, administrador de empresas e produtor de leite, é
diretor da SerTrading. Graduou-se na Escola de Administração
de Empresas da Fundação Getulio Vargas (1990) e pela
Faculdade de Ciências Econômicas e Administração
da Universidade de São Paulo (1991). Foi diretor da MyCountry
Brazil Ltda (junho de 2000 a março de 2002), vice presidente
e diretor da Cotia Argentina (1996 a 2000), vice presidente e diretor
do Auto Teminal Zarate (1996 a 2000), gerente administrativo (1994-1996)
e controller da área financeira (1994-1996) da Cotia Trading
S.A. – São Paulo, gerente de produtos da F.K. Equipamentos
para Escritório (1992 a1994) e trader assistant da SRL-M
Trading (1990 a 1992).
Daniel Figueiredo Fellipe
Engenheiro Agrônomo e produtor de leite, ormado pela Faculdade
de Agronomia e Zootecnia de Espírito Santo do Pinhal. É
presidente da Coonai, vice presidente da Central Leite Nilza, vice
presidente da OCESP e presidente da Câmara Setorial de Leite
e Derivados da Secretaria da Agricultura do Estado de São
Paulo. Foi presidente da Cooperativa de Trabalho Agronômico
(UNIAGRO) e da Cooperativa de Cafeicultores de São Sebastião
do Paraíso.
Tarcísio Antônio de Rezende Duque
Técnico em laticínios, diretor geral da CCL. Desenvolveu
suas atividades profissionais nas indústrias Vigor, Chocolates
Vitória, Quaker, Nestlé e Danone. Realizou viagens
ao exterior – Alemanha, Argentina, Espanha, Estados Unidos,
França, Itália e Uruguai – para desenvolvimento
de novos produtos, aquisição de equipamentos, reuniões
e visitas técnicas a empresas do setor alimentício
e de equipamentos, bem como para participação em feiras
e eventos como Parma, Dusseldolf e Anuga.
Clique
aqui para ver a matéria especial do Portal MilkPoint
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I
SEMINÁRIO
REMOVENDO OBSTÁCULOS PARA O CRESCIMENTO DA EXPORTAÇÃO
DE LÁCTEOS DO BRASIL
27 DE AGOSTO DE 2003 – SEDE DA ASSOCIAÇÃO LEITE
BRASIL - SÃO PAULO/SP
Apoio:
FAESP - SENAR/SP

O
seminário é destinado aos agentes do setor de leite
com objetivo de discutir políticas públicas e privadas
voltadas especificamente para o aumento da exportação
de lácteos. É uma realização da Leite
Brasil, com o patrocínio oficial do Ministério da
Agricultura e apoio da FAESP e SENAR São Paulo.
A Leite Brasil sempre teve a preocupação de encontrar
caminhos que possibilitem melhorar a renda do produtor. A exportação
de lácteos é um deles, pois alivia o mercado interno
das pressões baixistas de preços. Estimular as exportações
deve ser um alvo prioritário em toda cadeia.
Foi realizada uma pesquisa de opinião para verificar o conceito
dos participantes sobre as palestras, sobre a organização
e, também, para identificar através de qual meio de
comunicação tomou conhecimento do evento. Resultados:
57% consideraram as palestras boas e 43% ótimas; 48% dos
participantes consideraram a organização do evento
boa e 52% ótima; o e-mail foi o meio de comunicação
predominante no recebimento das informações (33,3%),
seguido pelo correio (23,8%).
Foram identificadas 22 sugestões de medidas a serem adotadas
pelos setores privado e público para remover obstáculos
para o crescimento das exportações de lácteos
do Brasil.
Palestrantes
André Jacintho Mesquita
33 anos, brasileiro, casado, economista e administrador de empresas,
diretor da SerTrading. Graduado
pela Escola de Administração de Empresas da Fundação
Getulio Vargas e pela Faculdade de Ciências Econômicas
e Administração da Universidade de São Paulo.
Foi diretor da MyCountry Brazil Ltda, vice presidente e diretor
da Cotia Argentina, vice presidente e diretor do Auto Teminal Zarate,
gerente administrativo e controller da área financeira da
Cotia Trading S.A. – São Paulo, erente de produtos
da F.K. Equipamentos para Escritório e trader assistant da
SRL-M Trading.
Vicente Nogueira Netto
35 anos, brasileiro, casado, engenheiro agrônomo, diretor
do Departamento Econômico da CBCL. Graduado
pela Universidade Federal de Viçosa onde também fez
mestrado em economia rural. Atuou como assessor da Comissão
Nacional de Pecuária de Leite da CNA Brasil, onde também
foi chefe do Departamento Econômico e coordenador técnico
da Revista Gleba. Representou a CNA Brasil no CODEX Alimentarius
do Brasil. É Assessor Técnico da Câmara de Leite
da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB),
Membro do Comitê Assessor Externo do Centro Nacional de Pesquisa
de Gado de Leite (CNPGL) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(EMBRAPA) e autor de vários artigos publicados na área
de economia rural.
Alexandre Gomes Fernandes
33 anos, brasileiro, casado, médico veterinário, fiscal
federal do SIPA de Minas Gerais.
Técnico em agropecuária pela Central de Ensino e Desenvolvimento
Agrário de Florestal – CEDAF/UFV e graduado em Medicina
Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais –
UFMG. Fez pós-graduação com especialização
em Vigilância Sanitária e Epidemiológica na
Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP. Atualmente
na assessoria técnica do Serviço de Inspeção
de Produtos de Origem Animal – SIPA da Delegacia Federal de
Agricultura em Minas Gerais – DFA/MG, já atuou na assessoria
técnica da Divisão de Controle do Comércio
Internacional – DCI do Departamento de Inspeção
de Produtos de Origem Animal – DIPOA e na assessoria técnica
do Serviço de Inspeção de Leite e Derivados
– SELEI do Departamento de Inspeção de Produtos
de Origem Animal – DIPOA.
PROGRAMA
Inscrição
13:30 às 13:45 horas
Abertura
13:45 às 14:00 horas
Francisco Sérgio Ferreira Jardim, Delegado Federal de Agricultura
no Estado do São Paulo
Palestra
1
14:00 às 15:00 horas
Experiências da Exportação do Leite Brasileiro
e suas Perspectivas
André Jacintho Mesquita, Diretor da SerTrading S.A
Palestra
2
15:00 às 16:00 horas
Inserção do Brasil no Mercado Internacional de Lácteos
Vicente Nogueira Netto, Diretor do Departamento Econômico
da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios
- CBCL
Coffee
Break
16:00 horas
Palestra
3
16:15 às 17:15 horas
Acesso a Novos Mercados para Produtos Lácteos Brasileiros
Alexandre Gomes Fernandes, Médico Veterinário, Fiscal
Federal Agropecuário do Serviço de Inspeção
de Produtos de Origem Animal - SIPA/MG da Delegacia Federal de Agricultura
no Estado de Minas Gerais
Debate
17:15 às 18:15 horas
Encerramento
18:15 horas -
Jorge Rubez, Presidente da Associação Brasileira dos
Produtores de Leite - Leite Brasil e da Mesa Diretora do Setor de
Pecuária de Leite da Faesp
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André
Jacintho Mesquita
Vicente
Nogueira Netto
Alexandre
Gomes Fernandes
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André
Jacintho Mesquita
Vicente
Nogueira Netto
Alexandre
Gomes Fernandes
Antonio
Donizeti Beraldo
Mirna Tonus
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5º
ENCONTRO DE LIDERANÇAS DA PECUÁRIA LEITEIRA PAULISTA
24 E 25 DE OUTUBRO DE 2002
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 2002
- SÃO PAULO/SP
Apoio:
FAESP - SENAR/SP

Organizado pela Associação Leite Brasil, com apoio
da Faesp e do Senar/SP, o Encontro de Lideranças da Pecuária
Leiteira Paulista aconteceu na Expomilk 2002.
O evento foi direcionado principalmente para os produtores de leite,
lideranças rurais, técnicos, estudantes, dirigentes
das cooperativas, dos laticínios e das empresas fornecedoras
de insumos e equipamentos.
Os palestrantes sobre política leiteira são reconhecidas
lideranças nacionais do setor. Paulo Bernardes, diretor da
CBCL, falou sobre as perspectivas do cooperativismo e Rodrigo Alvim,
Presidente da Comissão de Pecuária de Leite da CNA
Brasil sobre o cenário e as perspectivas da produção
leiteira.
No dia da mídia e marketing do leite três especialistas
falaram sobre estes temas com abordagem voltada ao produtor de leite:
Nivaldo Carlucci, presidente da Associação Brasileira
de Marketing Rural; Humberto Pereira, editor chefe do Globo Rural
e Wiliam Tabchoury, diretor da Láctea Brasil.
PROGRAMA
24
DE OUTUBRO - POLÍTICA DO LEITE
14:30 horas - ABERTURA
Jorge Rubez - Presidente
da Associação Brasileira dos Produtores de Leite -
Leite Brasil
14:45
horas – Perspectivas para cooperativismo leiteiro- Paulo
Roberto Bernardes - Diretor Executivo da Confederação
Brasileira de Cooperativas de Laticínios - CBCL
15:45 horas - Cenário atual e perspectivas para a produção
de leite no Brasil.- Rodrigo
Alvim - Presidente da Comissão Nacional de Pecuária
de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária
do Brasil - CNA
25
DE OUTUBRO - MÍDIA E MARKETING DO LEITE
14:30
horas - ABERTURA
Nivaldo Carlucci - Presidente da Associação Brasileira
de Marketing Rural - ABMR
14:45 horas – O agronegócio e a mídia jornalística
- Humberto Pereira - Editor Chefe do Programa Globo Rural - Rede
Globo
15:45 horas - Importância do marketing do leite para o produtor
rural - Wiliam
Tabchoury - Diretor Superintendente da Associação
para o Progresso do Agronegócio Lácteo - Láctea
Brasil
17:00
h – ENCERRAMENTO
Fábio de Salles Meirelles - Presidente da Federação
da Agricultura do Estado de São Paulo - FAESP e do Serviço
Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR/SP
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no nome para fazer download das palestras
Paulo
Roberto Bernardes
Rodrigo
Alvim
Wiliam
Tabchoury
Topo


4º
ENCONTRO DE LIDERANÇAS DA PECUÁRIA LEITEIRA PAULISTA
25 E 26 DE OUTUBRO DE 2001
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 2001
- SÃO PAULO/SP
Apoio:
FAESP - SENAR/SP

Os
temas escolhidos estavam relacionados ao sistema de produção
de leite sendo ministrados por palestrantes com destacada atuação
e conhecimento sobre o assunto.
Todas as palestras foram apresentadas com o apoio d
e
moderno sistema de projeção áudio visual, sendo
divididas em 3 painéis, umno dia 25 e doisno dia 26. O sistema
de trabalho envolveu a participação de um moderador
que no final das palestras diárias apresentava um resumo
e coordenava os debates.
O curso foi planejado para 150 participantes, mas contou com 273
pessoas.
PROGRAMA
DIA 25 DE OUTUBRO
14:00
horas - ABERTURA
Jorge Rubez, Presidente da Associação Brasileira dos
Produtores de Leite - Leite Brasil
PAINEL
1 - LEITE A PASTO X CONFINADO - Moderador: Vidal Pedroso de Faria,
professor da ESALQ
14:30 horas – Experiência de Produção
de Leite a Pasto
Maurício Silveira Coelho - Fazenda Santa Luzia – Passos,
MG.
15:00 horas - Nutrição Mineral na Produção
de Leite a Pasto - Gil Antunes Horta - Médico Veterinário
- Especialista em Leite da Tortuga.
15:30 horas - Experiência de Produção de Leite
em Confinamento - Roberto Hugo Jank Junior, Agrindus, Descalvado,
SP
16:00 horas – Resumo do Moderador e Debates
DIA
26 E OUTUBRO
PAINEL 2 - GLÂNDULA MAMÁRIA - Moderador:
Leovegilgo Lopes de Matos - Pesquisador da Embrapa Gado de Leite
14:00 horas - Imunidade da Glândula Mamária - Como
Melhorá-la - Adil Vaz, Professor de Imunologia da Universidade
Estadual de Santa Catarina.
PAINEL 3 - SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE LEITE EM OUTROS
PAÍSES
14:30
horas – Sistema de Produção de Leite na Nova
Zelândia - Alexander Turnbull, Gerente de Ingredientes da
NZMP Brasil
15:15
horas - Sistema de Produção de Leite nos Estados Unidos
- Vidal Pedroso de Faria, Engenheiro Agrônomo
16:00
horas – Resumo do Moderador e Debates
17:00
horas - ENCERRAMENTO
Fábio de Salles Meirelles, Presidente da Federação
da Agricultura do Estado de São Paulo - FAESP e do Serviço
Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR/SP
Topo


3º
ENCONTRO DE LIDERANÇAS DA PECUÁRIA LEITEIRA PAULISTA
26 E 27 DE OUTUBRO DE 2000
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 2000
- SÃO PAULO/SP
Apoio:
FAESP - SENAR/SP
PROGRAMA
Dia
26/10/2000 – quinta-feira
14:30 Horas – Palestra 1 – Antonio José Xavier
Consultor da C.T. Pecuária Leiteira da FAESP e Leite Brasil
Tema: A Nova Regulamentação sobre a Obrigatoriedade
de Resfriamento do Leite
15:30 Horas – Palestra 2 – Eugenio Piton
Presidente da Associação dos Produtores de Leite de
Onda Verde
Tema: Experiência de Sucesso de Pequenos Produtores de Leite
na Formação de Condomínio para Resfriamento
de Leite
16:30 Horas – Palestra 3 – Mario Antonio de Moraes Biral
Assessor da Presidência - FAESP/SENAR-SP
Tema: O papel do SENAR/SP no aprimoramento da mão-de-obra
rural na pecuária leiteira.
Dia 27/10/2000 – sexta-feira
14:30 Horas – Palestra 4 – Roberto Hugo Jank Junior
Presidente da Láctea Brasil
Tema: Quem é a Láctea Brasil e sua proposta.
15:30 Horas – Palestra 5 – Sávio Pereira
Assessor da Secretária Nacional de Política Agrícola
do Ministério da Agricultura
Tema: Políticas Governamentais para a Pecuária Leiteira
16:30 Horas – Palestra 6 – Jorge Rubez
Presidente da Comissão Técnica de Pecuária
Leiteira da FAESP e da Associação Leite Brasil
Tema: O Papel dos Sindicatos Rurais de Conscientização
do Produtor de Leite sobre as Novas Normas de Produção
17:30 Horas – Encerramento – Fábio de Salles
Meirelles
Presidente da FAESP/SENAR-SP
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Antonio
José Xavier
Roberto
Hugo Jank Junior
Sávio
Pereira
Topo
TORNEIO
LEITEIRO MISS LEITE BRASIL 2000
Outro
destaque da participação da Leite Brasil na Expomilk
2000 foi a volta da realização do torneio leiteiro.
O torneio leiteiro será realizado em decorrência de
uma parceria entre a entidade e a empresa Alcântara Machado
que está procurando dotar a Expomilk de alternativas de atração
ao publico e aos pecuaristas.
O regulamento adotado em 1997, último ano em que a Leite
Brasil realizou o torneio, foi modificado de forma a profissionalizar
a sua organização, restringindo o número de
animais participantes a no máximo 30. A condução
técnica do evento caberá ao pecuarista Marcelo Fernandes
Queiróz, com reconhecida experiência na organização
de torneios, a quem caberá buscar as inscrições
dos animais, enquanto que a captação dos prêmios
ficou a cargo da Alcântara Machado.
REGULAMENTO
DO TORNEIO LEITEIRO MISS LEITE BRASIL - 2000
ARTIGO
1 - ORGANIZAÇÃO E DIREÇÃO:
1.2- O Torneio Leiteiro será uma parceria entre a Leite Brasil
e Alcântara Machado sendo o responsável técnico
o pecuarista Marcelo Fernandes Queiróz.
1.3- Fica constituída uma comissão executiva para
decidir sobre questões pendentes constituída pelo
presidente da Leite Brasil Jorge Rubez, pelo coordenador pela Leite
Brasil Amauri Andrade Pereira e por Marcelo Fernandes Queiróz.
ARTIGO 2 - CALENDÁRIO DO TORNEIO:
O Torneio Leiteiro será realizado nos dias 25 a 28 de outubro
de 2000, iniciando-se a primeira ordenha (esgota) dia 25 a 14:00
horas e a última no sábado dia 28 as 14:00 horas,
obedecendo o seguinte esquema:
Dias 23 e 24/10 (segunda e terça)
Entrada dos animais (até 18:00 horas)
Dia 25/10 (quarta-feira)
Esgota às 14:00 horas
Primeira Ordenha às 22:00 horas
Dia 26/10 (quinta-feira)
Segunda Ordenha às 6:00 horas
Terceira Ordenha às 14:00 horas
Quarta Ordenha às 22:00 horas
Dia 27/10 (sexta-feira)
Quinta Ordenha às 6:00 horas
Sexta Ordenha às 14:00 horas
Sétima Ordenha às 22:00 horas
Dia 28/10 (sábado)
Oitava Ordenha às 6:00 horas
Nona Ordenha às 14:00 horas
Dia 29/10 (domingo)
Saída dos animais após às 24:00 horas.
ARTIGO 3 - LOCAL:
O Torneio será realizado no Parque de Exposições
Imigrantes, localizado na Secretaria da Agricultura e Abastecimento
do Estado de São Paulo, Av. Miguel Stéfano nº
3.900, cidade de São Paulo.
ARTIGO 4 - PARTICIPANTES:
4.1. Poderá concorrer todo empresário rural que se
dedique à exploração da bovinocultura de leite,
sendo 30 número máximo de animais participantes.
4.2. O responsável técnico vetará a participação
de animais que apresentem defeitos físicos ou que não
estejam enquadrados nos padrões zootécnicos e sanitários
e/ou a equipe relacionada à mesma não se enquadre
neste regulamento. Todos os animais serão avaliados pelo
responsável técnico por ocasião da entrada
no Recinto de Exposições.
4.3. Deverão ser apresentados, na entrada dos animais no
recinto de exposições, a GTA, o atestado de vacinação
de aftosa e provas negativas de brucelose e tuberculose, com data
inferior a 60 dias da data da exposição, assim como
o atestado de vacinação anti-rábica.
4.4. Todos os animais inscritos e classificados que estiverem no
local, deverão obrigatoriamente participar do torneio, excetuando-se
algum caso excepcional motivado por doença, reconhecida por
um veterinário determinado pela Leite Brasil.
ARTIGO 5 - DAS INSCRIÇÕES:
As inscrições deverão ser feitas na Associação
Brasileira dos Produtores de Leite - LEITE BRASIL (Rua Bento Freitas,
178 - 9º andar, São Paulo), exclusivamente via postal,
até o dia 6 de outubro de 2000, mediante devolução
do formulário anexo, devidamente preenchido, no qual o participante
assinará compromisso de cumprir este regulamento, juntamente
com cheque no valor equivalente a taxa de inscrição
do total de animais.
5.1. As inscrições constarão dos nomes dos
produtores, todos os nomes dos componentes da equipe de trabalho,
número de animais e raça que participarão do
torneio.
5.2. TAXA DE INSCRIÇÃO:
Taxa de inscrição no valor de R$ 50,00 por animal.
ARTIGO 6 - RAÇAS E IDADES:
Todas as vacas ou novilhas leiteiras, participarão da competição
sem distinção de raça ou idade.
ARTIGO 7 - ORDENHA:
A ordenha poderá ser feita por meio mecânico ou manual,
por um ou dois ordenhadores. O procedimento usado deverá
ser o mesmo na esgota e nas ordenhas.
7.1. Ao proceder a esgota as vacas e suas respectivas crias receberão
identificação que serão observadas durante
todo o torneio.
7.2. As ordenhas de cada dia serão iniciadas simultaneamente
para todos os animais de grupo 1, passando-se em seguida aos de
grupo 2, obedecido o disposto no artigo 2 referente ao horário
das ordenhas.
7.3. A duração de cada ordenha não poderá
ultrapassar a 20 minutos.
7.4. A vaca com bezerro ao pé só poderá ser
ordenhada com a presença do bezerro em todas as ordenhas,
inclusive na esgota.
7.5. O local dos animais será determinado pela Alcântara
Machado.
7.6. Todos os equipamentos de ordenha (baldes, latões, mangueiras,
etc.), deverão ficar de boca para baixo em local determinado
pelo técnico responsável.
ARTIGO 8 - PRIMEIRA E SEGUNDA ORDENHAS:
As pesagens da primeira, segunda e terceira ordenhas, após
a esgota, não poderão ser superiores a 10% do peso
da ordenha de esgota, sendo que a quantidade de leite que ultrapassar
este limite não será computada.
ARTIGO 9 - COMISSÃO DE CONTROLE E PESAGEM:
Será constituído pelo responsável técnico
uma Comissão de Controle e Pesagem. As pesagens serão
feitas por técnico escolhido pela Leite Brasil, supervisionado
pelo coordenador da Leite Brasil.
9.1. O transporte do leite até a balança, bem como
a transferência do leite para o balde oficial e colocação
do mesmo na balança, será feito pelo próprio
concorrente ou pessoa credenciada por este.
9.2. Somente será pesado o leite que satisfaça as
condições e normas exigidas pela higiene com vistas
ao consumo.
9.3. O peso do leite será anotado em fichas apropriadas.
ARTIGO 10 - PRÊMIOS:
Serão conferidos troféus aos animais que conseguirem
as melhores produções em nove ordenhas, conforme abaixo:
1. Miss Leite Brasil (vaca maior produtora);
2. Princesa Miss Leite Brasil (novilha maior produtora);
3. Reservada Miss Leite Brasil (2ª maior produtora) e;
4. para cada animal maior produtor das raças inscritas.
ARTIGO 11. Os animais inscritos no MISS LEITE BRASIL poderão
participar da Exposição (julgamento) de suas raças,
desde que fiquem alojados na área reservada ao torneio.
ARTIGO 11 - SANIDADE:
Todo animal participante do torneio deverá estar dentro dos
requisitos solicitados e exigidos pela Defesa Sanitária.
ARTIGO 12 - MEDICAÇÃO:
Medicamentos injetáveis só poderão ser aplicados
até 8 horas antes da esgota. Após este prazo só
será permitido o uso de medicamentos via oral e durante a
ordenhas poderá ser aplicada ocitocina.
ARTIGO
13 - ALIMENTAÇÃO/CAMA
12.1. A alimentação dos animais ficará a cargo
de cada participante, sendo que a Organização fornecerá
a cama.
13.2. Cada participante deverá trazer o seu próprio
carrinho para transporte de esterco até o local determinado
pela comissão
ARTIGO 14 - DISPOSIÇÕES GERAIS:
No período que antecede a 1 (uma) hora e durante o período
de ordenha, somente poderão permanecer na área da
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